domingo, 6 de setembro de 2015

Ricky Martin: "Eu odiava a fama e pensei em me aposentar"

Olá pessoal!!

Confiram a tradução da entrevista que Ricky Martin concedeu a jornal "Clarin" da Argentina.Neste bate-papo ele contou como é sua vida atualmente, "superou a crise existencial" e anuncia shows na Argentina em março.

Ricky Martin: "Eu odiava a fama e pensei em me aposentar"

De acordo com a Universidade de Berkeley e sua extravagante investigação científica , o "homem perfeito seria porto-riquenho,uma mistura de herança Espanhola,  Africano e Taíno." O genoma de Ricky Martin, é motivo de tese e estudo. "Sobre mim não há muito para pesquisar. Eu sou um tipo simples", ele ri. "Eu não tenho máscaras. No momento que eu acho que sei tudo, perdi."


Você acha que o destino teria removido o cantor Ricky Melendez do ostentoso grupo Menudo para substituí-lo por um novo Ricky, que é o tema do estudo na universidade?! Melendez hoje um advogado, sonha em não sentir dor nos joelhos e dias atrás teve que adiar o reencontro com o Menudo por problemas financeiros. Martin, no entanto, sem nenhum sinal de osteoartrite ou problemas bancários, mas tem sido questionado várias vezes em seu caminho. "Outro dia alguém me disse: 'Poxa, eu não gostaria de ter sua vida.' 'Não se preocupe, eu também não quero ter a sua, louco'. Como agora, este ano eu estive ao redor do mundo três vezes. Você pode dizer isso? Bem, eu faço! Poxa, como é que eu vou reclamar? É o que eu vivi! Não posso desprezar minha vida. Não mudo isso por nada. E eu faria tudo de novo. Mas é claro que eu já pensei em me aposentar. "

Aposentadoria


"Sabe quantas pessoas maravilhosas eu conheci? E conversas com pessoas de luz que eu tive graças a minha carreira? Mas há alguns anos minha vida era uma contradição. Eu odiava a fama, mas seguia trabalhando duro para continuar a ter a aceitação do público, para continuar enchendo os shows e continuar a vender CDs. Então eu percebi o que eu era, que tinha muito o que trabalhar até chegar a um ponto de aceitação. Eu amo o palco. E nessas duas horas que eu tenho de troca de energia com o público, quase, quase posso tocar em Deus. É maravilhoso. Então eu não posso fazer mais nada além de aceitar. Este é um papel kármico que a vida me deu. Tenho que aceitar e agarrar com forças e fazer o melhor que puder com isso. Faço o que uma vez, a Madonna me disse.


O que ela disse?
"Ricky, no dia que a fama controlar você, está ferrado." Então: vamos controlar a fama.
Como Ramazzotti, o porto-riquenho deveria ter se chamado Eros. Deus responsável ​​pela atração sexual e amor, seduz mais do que respira. Quando abraça a gente desconhecida, aperta com força. Se no abraço, o ouvido está na altura do peito de seu um metro e oitenta e cinco, você pode ouvir batida intensa, quase um reggaeton cardíaco.


O rei da "lagarta" (verme de ouvido, o som que você ouve em sua mente que acredita está ouvindo mesmo quando não está) transmitiu nessa terra o vírus da “mordidinha”/La Mordidita. Agora ninguém pode parar de cantarolar, como uma vez aconteceu com "She Bangs", "La Bomba" ou "Maria".


"Você me diz 'Bem-vindo', mas eu nunca fui embora. Isso é uma ilusão. Sempre estou na Argentina. É um relacionamento longo, que temos a Argentina e eu." Vai adoçando a argentinidade enquanto que Matteo e Valentino, as crianças de seis anos estão sob os cuidados de sua mãe, o que ele faria sem esses avós; há uma escola e regras a serem observadas antes de “los gurrumines” embarcar em qualquer passeio de avião. A primeira: em fevereiro ou março estará em Buenos Aires com uma demonstração maciça (possivelmente em um estádio). "Eu gosto das massas".


Estamos no Park Hyatt Buenos Aires, com Enrique Martin Morales (43 anos) elogiando um certo Ricardo (Darin) que também tem a sua própria história selvagem. "Há 15 anos, eu tinha algum problema existencial, me concentrava no ruim ou no que não tinha. Hoje em dia, foco no que eu tenho. Algum tempo depois, me senti um palco vazio, depois de ter estado lá em cima, naquela euforia e adrenalina, eu vinha para o meu quarto e ficava em silêncio. Era uma sensação estranha. Se você alterar o lado da moeda, você pode encontrar maravilhas nesse silêncio."


O barulho está em suas redes sociais. Depois de lançar em fevereiro, “A Quien Quiera Escuchar”,  seu décimo álbum de estúdio, o negócio está no seu Twitter: ali tem mais habitantes do que em sua Porto Rico. Mais de doze milhões. Que é o mesmo que dizer que em "Porto Ricky" praticamente vivem virtualmente quatro Porto(s) Rico(s). "Tudo está documentado nas minhas redes sociais. Meu representante e minha gravadora quase me tiram o meu telefone. Porque, quando eu estou trabalhando em uma música no estúdio, já quero enviar algo para o público ouvir. Eu me tornei um pai. Minha vida é muito simples. Não há muito a descobrir. Eu tinha um parceiro. Nós nos separamos. Eu postei. Estou solteiro. Imagino que quando eu estiver namorando, irei publicar nas minhas redes. Eu faço viagens turísticas. Faço o “The Voice” na Austrália. Tenho tido meus romances. Tenho tido muitos romances. Sou um homem solteiro!."


Deve haver um dia em que você deseja ser um funcionário, onde você se pergunta por que não tem um quiosque e não tenha que embarcar e estar sob os mais impiedosos olhos do mundo. Isso acontece muitas vezes?
Faço isso desde os nove anos e não posso fazer comparação. Em algum momento eu pensei em me aposentar, mas não para trabalhar em um escritório. Estou aberto a mudanças. O tolo nunca muda de idéia. E eu não vou ser tolo. A vida não é como eu via com 15 anos de idade. Agora é diferente.


E como é?
Não é tão complicado como eu via com 13 ou 14 anos. Encontro soluções mais rápido. Eu me preocupo com as coisas que merecem dor de cabeça. Eu passo a vida com calma. Muitas pessoas se incomodam que eu passe a vida com tanto 'Peace and Love'!


Como foi a sociedade com Lali Esposito? Vocês fizeram  um dueto no show com a Orquestra Sinfônica de Buenos Aires …


Ela tem muita luz. E gosto dela porque canta, mas também atua. Ela é jovem, travessa e ao mesmo tempo muito séria. Quando tem que estudar, estuda. No dia do show eu estava me perguntando ‘onde está Lali’ e me disseram : "trancado em um quarto com o piano." Ela é maravilhosa.


É você, tem medo de perder seu lugar para as gerações mais jovens? Você pensa em como vai ser quando o fenômeno ir atenuando?
Olha, quando você começa aos 12 anos, eu acho que nós vamos buscando aquele momento de silêncio e dizer: "Bem, vamos para casa, para descansar, para ver os filhos e netos cresceram, para ler um livro". E um dia, eu suponho, você chama o empresário e diz: "Você sabe o quê? Eu quero fazer um show. "Vou, faço um show.” O que eu vou pedir se eu tenho 30 anos de carreira e ainda estou vendendo discos e os concertos ainda estão cheios? Eu não posso reclamar.


Mas um dia vai chegar a velhice. Como você imagina isso?
Deitado numa rede, de frente para o mar, no Caribe, e comendo frutas deliciosas.

Recordações: fã de Ricardo Darin


Em meio à conversa, Ricky Martin confessou ser fã de Ricardo Darin. Jura que já viu a maioria dos filmes que alcançaram renome internacional e, para entrar pro rol dos Argentinos definitivamente, solta: "É o melhor do mundo. Eu amo Ricardo. Tudo que ele faz é maravilhoso."


A carta contra Donald Trump


Depois de um novo episódio de discriminação por parte do candidato a Presidente dos Estados Unidos contra a comunidade latina, Ricky Martin não permaneceu em silêncio. O porto-riquenho publicou uma carta e confessou que o magnata  "ferveu seu sangue." Aqui está um trecho:
"Em que ponto você assumiu que este personagem pode fazer, comentários absurdos, racistas e especialmente incoerente e ignorantes sobre nós latinos? Estou surpreso que os hispânicos continuem a aceitar os ataques e acusações de indivíduos como ele, atacou a nossa dignidade. Simplesmente senhores! Já mostramos aos Estados Unidos quem somos os latinos e este comportamento não pode continuar. Nós demonstramos que a nossa raça Latina é respeitada e não deixemos que um aspirante a político semei em sua campanha insulto e humilhação. Cada direito que temos hoje, fomos nós quem lutamos. " Assinado: RM.


Lali Esposito fala sobre Ricky: "Mesmo o mais ‘metaleiro’  gosta dele"


"Meu pai era um professor de futebol, eu queria jogar em sua equipe e como ele não deixava,  me matriculou no clube Parque Patricios Bristol na patinação artística", diz Lali Esposito uma conversa envolvendo Ricky Martin. "Eu competi em patins e saiu em  primeiro no Interclub. Ainda assim, tenho o vídeo, com franja, maiô azul e loquita dançando "La Bomba". Ela era uma fã de Ricky. "É como um sonho pensar naquele dia e quase 20 anos depois (no ano passado) foi sua realização", explica a protagonista de “Esperanza mia”. "Para uma garota como eu, um artista como ele me dar essa oportunidade, é incrível. Eu tenho que pensar se isso aconteceu ou foi um sonho ".

Em 27 de junho houve segundo encontro, ainda mais intenso. Figueroa Alcorta e Pampa, no show Duets, reunindo Maria Grana, Raul Lavie, Alejandro Lerner, Marilina Ross, Antonio Tarrago Ros, Ramona Galarza, Elena Roger, Jairo, Patricia Sosa, Marianne Faithfull e Ricky cantou junto Lali tema "Fuego de noche, nienve de dia", acompanhado pela Orquestra Sinfônica de Buenos Aires. "Ricky é muito acessível e lá você percebe o que é ser um grande e verdadeiro artista. Quero seguir o caminho dele, ser honesta na vida. Até mesmo o mais metaleiro do mundo gosta dele ".

Confiram a entrevista:



Fonte: Clarin
tradução: Rosane Gonçalves