quinta-feira, 12 de março de 2015

Ricky Martin: "Neste novo álbum eu não tive medo de sentir"

Olá pessoal!

Nossa amado Ricky Martin estava em Madrid até hoje de manhã, antes de embarcar para a Colômbia para fazer a divulgação de seu novo álbum "A Quien Quiera Escuchar". Dentre as inúmeras entrevistas que concedeu na Espanha está da Agência EFE ele revela que este é o melhor disco que já gravou em sua carreira. Confiram a tradução da entrevista:

Ricky Martin: "Neste novo álbum eu não tive medo de sentir"

Madrid, 11 de março (EFE) .- Um mês após o lançamento de " A Quien Quiera Escuchar", Ricky Martin ratifica as impressões sobre o seu novo álbum: "É o melhor da minha vida", ele insiste, antes ele o qualifica como "um álbum para os músicos" e, acima de tudo, o maior exercício de exposição emocional de sua vida.

"Há vulnerabilidade. Não fiquei com medo de sentir e deixei fluir tudo no processo criativo", diz o artista porto-riquenho, durante uma entrevista à Agência Efe em Madri, onde se mostra relaxado, conectado com a noção de "espiritualidade" que as superfícies das tatuagens de henna nas mãos e que são como uma fonte de superação de seus conflitos internos.

Ele começou a deixa-los para trás faz anos, quando, em 2010, ele postou uma mensagem no Twitter em que reconheceu a sua homossexualidade. Apenas um ano depois, ele publicou "Música + Alma + Sexo", mas talvez fosse muito cedo para fazer isso musicalmente e isso estimulou o novo momento em que ele esta atualmente.

"Eu estava passando por tanta coisa para ainda me conhecer. Eu me libertei e me despojei de todos estes medos e hoje posso me aprofundar e eu busco dentro de mim o que eu sou realmente, o que sou de verdade, o que tenho vivido desde então", diz ele.

Se passaram nove álbuns de estúdio desde "Ricky Martin" (1991) para alcançar a honestidade exibida em "A Quien Quiera Escuchar" (Sony Music), quase um romance sentimental em que uma novela sentimental em que se narra um ciclo de amor através de canções que nasceram e respiram em espanhol. "É o que eu preciso hoje em dia", disse Martin, que se pergunta se isso tem influenciado em um "nível de sinceridade que transcende até mesmo as barreiras linguísticas" e levou o álbum a número 1 em vendas em países do Oriente Médio.

Apesar de começar com "Adiós", um tema rítmico, otimista e irônico que mistura o ar do Caribe com arranjos dos Balcãs, o principal trunfo deste álbum está na balada "Dísparo al Corazón", sobre um encontro com uma pessoa capaz de invadir sua vida quebrando esquemas e desencadeando "uma explosão de emoções."

"É a mais bela canção de amor que eu  já escrevi em muito tempo", argumenta Martin, que em seu novo trabalho também incorpora uma música ardente e apaixonada como "Cuando Me Acuerdo de Ti" ao ritmo do tango argentino.

E a fusão musical que tem demonstrado em sua carreira é mais evidente neste "álbum para músicos" que tem participado atividamente Yotuel Romero, membro da banda cubana Orishas, à frente de um grande grupo de compositores entre os quais também a espanhola Beatriz Luengo.

"Eu não sou um purista para nada. Isso me limita. No meu sangue corre a África e o índio nativo do Caribe", argumenta Martin.

Produzido por Julio Reyes Copello, com quem trabalhou em "Almas del Silencio" (2003), "A Quien Quiera Escuchar" foi gravado em Porto Rico, Los Angeles, Cidade do México e Austrália, enquanto ele participou como "coach" do programa "The Voice".

Ele gravou a música disco "Come With Me" junto com os produtores DNA, um pré single que "cumpriu o seu propósito" de divertimento na última turnê, mas que não se encaixava nesse trabalho.

Agora ele começa sua nova turnê internacional, o que poderá chegar à Europa no verão, se não for impedido por os seus compromissos profissionais como produtor executivo do novo game show "La Banda", um projeto com Simon Cowell, criador do One Direction, em que procura cinco meninos com idades acima de 14 anos capazes de desencadear "um fenômeno social na América Latina".

Martin, que começou sua carreira no grupo infantil Menudo e que se declara "um defensor das crianças", salienta que, embora eles exigem muito trabalho e disciplina "aqui ninguém obriga ninguém a nada".

"Eu comecei a minha carreira porque eu queria, porque eu tinha um desejo e uma paixão pela música. Se meus pais não tivessem deixado, ainda hoje eu iria os estar reprovando", reconhece este vencedor com mais de 60 milhões de cópias vendidas álbuns em todo o mundo.




Fonte: EFE
Texto: Claudia Salgado